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ABERTURA
O Crambe é mais uma grande opção para a produção de biodiesel.
Como cultura é uma ótima alternativa para plantio de inverno. Lavoura totalmente mecanizada do plantio à colheita, tem baixo custo e risco e, ótimo rendimento.
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ORIGEM
O Crambe (Crambe Hochst abyssinica) é uma planta |
originária da região do Mar Mediterrâneo.
É plantada em maior escala no México e Estados Unidos. Seu cultivo no Brasil foi iniciado em 1995, na estação de pesquisa da Fundação MS, em Maracaju. Durante os últimos anos a cultura foi testada no Mato Grosso do Sul, com sucesso para a adubação verde e produção de grãos.
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CARACTERÍSTICAS
O crambe é uma crucífera de inverno.
Altamente tolerante à seca após o seu estabelecimento e possui ciclo curto (90 a 95 dias). Adapta-se muito bem aos climas quentes e frios. Resistente às pragas e doenças e todo o seu cultivo é mecanizado.
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PLANTIO
O crambe pode ser plantado logo após a colheita das culturas de verão, a partir de março. O plantio é mecanizado podendo ser semeado após o preparo do solo ou em plantio direto sobre a palha.
São necessários 15 quilos de sementes por hectare. Não exige tratos culturais específicos e custo da implantação da lavoura varia de R$ 150,00 a R$ 200,00 por hectare.
Floresce aos 35 dias e pode ser colhida aos 90/95 dias após o plantio, com maturação uniforme, facilitando a colheita.
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PRODUÇÃO
Pesquisas realizadas pela Fundação MS de Maracaju MS, apontaram para uma produção entre 1.000 e 1.500 quilos por hectare. Podendo chegar próximo a 2.000 kg/ha em ótimas condições de fertilidade do solo. Os dados obtidos em análises feitas em laboratório indicaram até 38% de óleo no grão.
O crambe vem despertando o interesse dos agricultores por ser totalmente mecanizada.
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UTILIZAÇÃO
O crambe pode ser cultivado como adubação verde como o nabo forrageiro e a aveia preta e para a produção de grãos.
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O óleo extraído do crambe tem ótima qualidade e é empregado na indústria para diversas finalidades. Alguns dos seus derivados são utilizados na indústria química como inibidores de corrosão, lubrificantes, aditivos para a borracha, plásticos, nylon, base para tintas e revestimentos, líquidos hidráulicos sujeitos a altas temperaturas, indústria farmacêutica, de cosméticos e ceras.
A torta tem de 30% a 45% de proteína, podendo ser utilizada na formulação de rações para uso em ruminantes.
Mas é na produção de biodiesel que o crambe deve |
se destacar. Todos os testes realizados mostraram a produção de biodiesel de excelente qualidade.
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